quarta-feira, 13 de junho de 2012

Rádio Vaticano termina emissões em Onda Curta e Onda Média para a Europa e América

Nem a Santa Sé escapa às reduções e/ou supressões nas emissões em Onda Curta e Onda Média! A Rádio Vaticano prepara-se para suprimir as emissões dirigidas à Europa e ao continente americano, transmitidas desde o centro emissor de Santa Maria di Galeria, situado no território italiano mas pertencente ao Estado do Vaticano.

O principal argumento invocado pela emissora internacional católica para a redução das emissões em OC e OM passa pelo facto de diversas emissoras católicas europeias e americanas retransmitirem programas da Rádio Vaticano, mas também pelo facto dessas mesma emissões serem escutáveis através da Internet. É provável que a polémica relativa às radiações do emissor, que alegadamente afectam as populações locais tenha também contribuído para a decisão peremptória. A emissora pretende, para já, manter as emissões OC dirigidas aos continentes africano e asiático, regiões do mundo onde o acesso à estação através de outros meios ainda é difícil e inacessível às populações menos favorecidas.

De referir que, no que respeita à Onda Média, a RV emite actualmente a partir da cidade do Vaticano através dos 585 e 1260 kHz, ambos com 10 kW, mas também a partir de Santa Maria di Galeria nos 1530 kHz 150 kW e 1611 kHz 15~100 kW. A rádio que transmite a voz do Sumo Pontífice também dispõe de três frequências FM (93,3; 103,8 e 105,0 MHz), todas com 10 kW, servindo o mais pequeno Estado da Europa, mas também a região de Roma, mas também já aderiu à rádio digital, cobrindo a Itália em DAB/DAB+.

**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico** 

terça-feira, 14 de junho de 2011

RDP Internacional: "suspensão temporária" (mas não total) da Onda Curta:



Que a RTP teve o descaramento de suspender temporariamente a Onda Curta da RDPi, é um facto infelizmente constatável com um receptor de rádio... Todavia, a rádio pública portuguesa omite (talvez uma forma deliberada de forçar os ouvintes a esquecer a OC) uma informação importante: a RDPi continua a emitir em Onda Curta para a Europa, através do centro emissor de Sines da ProFunk GmbH.

Assim, a RDPi continua a ser sintonizada de 2.ª a 6.ª feira, entre as 0645 e as 0800 UTC, nos 11 850 kHz (banda dos 25m). Aos sábados e domingos, a RDPi só poderá ser escutada com um receptor digital com DRM (Digital Radio Mondiale) entre as 0830-1000 UTC nos 11 995 kHz (25m). Estas emissões deverão continuar operacionais até ao final de Outubro, altura em que a própria manutenção do centro emissor de Sines é posta em causa.

Centro emissor de Onda Curta em Sines com os dias contados?

Mau demais para ser verdade: o ano de 2011 ainda vai a meio e já se arrisca a ficar registado na História da rádio em Portugal como o ano da morte da radiodifusão em Onda Curta no nosso país. Depois da "suspensão temporária" da RDPi em Onda Curta, é a vez da Deutsche Welle contar os dias de vida do centro emissor de Sines da ProFunk GmbH.

A DW prepara-se para realizar cortes nas emissões em Onda Curta, reduzindo drasticamente as horas de emissão e as línguas em que a emissora germânica opera. Entre as medidas anunciadas pela estação alemã, destaca-se a desactivação de vários centros emissores, nomeadamente os de Trincomalee (Sri Lanka) e Sines (Portugal) . A partir do dia 1 de Novembro de 2011, o centro emissor de Onda Curta em Sines deverá ser desactivado, deixando de emitir a DW e/ou outras estações que alugam tempo de emissão à rádio internacional da Alemanha. Infelizmente, entre outros efeitos colaterais da decisão, afigura-se provável o cenário de ver os técnicos portugueses ao serviço da DW engrossar a pesada lista de desempregados do nosso país...

sábado, 28 de maio de 2011

RDPi "suspende temporariamente" a Onda Curta a partir do dia 1 de Junho:

Vergonhosa, narcisista, tartufa e sovina: quatro adjectivos para descrever a decisão da RTP de desligar de vez,  perdão, "suspender temporariamente" as emissões em Onda Curta da RDP Internacional, a partir do dia 1 de Junho.

Como se não bastassem os argumentos falaciosos da RTP, eis que a Associação Portuguesa de Radiodifusão tomou a liberdade de, na pessoa do seu presidente, José Faustino, pronunciar-se a respeito desta questão. Segundo o mesmo, «acho que ninguém [fica afetado]. Já ninguém ouvia aquilo e estava-se a gastar dinheiro. Não faço ideia de quanto custa, mas operar em onda curta é bastante caro. E não faz sentido, porque hoje há satélite e há internet». Ora, com todo o respeito pelo Sr. Faustino, tais declarações, baseadas apenas nos comunicados da RTP, não contribuem para uma avaliação séria da situação. A não ser que a APR tenha efectuado um estudo acerca das audiências da RDPi nos vários meios de distribuição, uma entidade reputada no sector da radiodifusão não deveria tirar ilações sem considerar a outra face do problema: os ouvintes.

Será que a APR, instituição que defende o interesse do meio radiofónico não devia olhar para as questões do sector tendo em consideração o elemento-chave do processo de comunicação via rádio, que não é mais nem menos do que o ouvinte? Afinal de contas, de que serviriam as rádios se não houvesse ouvintes? Será que algum iluminado da APR tem uma noção mais ou menos exacta da quantidade de ouvintes da RDPi  que a ouve na Onda Curta, do número de ouvintes via satélite e do número de ouvintes via cabo? Exceptuando a Internet, onde a RTP pode determinar o número de ouvintes ligados ao servidor da rádio pública, os restantes meios não podem fornecer dados sobre os ouvintes, devido à unidireccionalidade da transmissão. A única forma de saber quem e como ouve será através de inquéritos dirigidos às comunidades de emigrantes portugueses, luso-descendentes e restantes lusófonos espalhados pelo mundo. E saberá o Sr. Faustino explicar a todos os ouvintes que o solicitem, como poderão aceder a meios alternativos de recepção da RDPi? Será, então, a APR capaz de indicar aos ouvintes como poderão adquirir e montar antenas parabólicas para ouvir a RDPi? Saberá a APR que operadores de cabo espalhados pelo mundo dispõem da RDPi na sua grelha? Mais uma vez, com toda a consideração pela pessoa do Sr. Faustino, seria desejável que o presidente da APR tivesse uma atitude muito mais prudente e responsável, avaliando criteriosamente a situação antes de comentar a situação em causa.

Vai-me desculpar, Sr. Faustino, mas com toda a estima que tenho por si, devia olhar para os nossos compatriotas emigrantes nos quatro cantos do mundo. Afinal, demagogia barata não credibiliza uma pessoa e uma instituição, quando se sabe que há ouvintes que ouvem a RDPi em Onda Curta e, prova disso, serão, certamente, as inúmeras reclamações que têm chegado ao Provedor do Ouvinte da RTP.


Infelizmente, os desenvolvimentos dos últimos dias sugerem que alguns iluminados expõem a sua posição sem se dignarem ouvir de viva voz os principais interessados no serviço da RDPi (os ouvintes), sem se darem conta da sua atitude cínica e  hipócrita (para não dizer ignóbil), que em nada defende o direito de acesso à rádio internacional portuguesa por parte dos nossos concidadãos no estrangeiro, a par dos restantes lusófonos que ouvem a RDP Internacional.

Por outro lado, há que louvar a defesa do serviço em Onda Curta da RDPi proveniente de muitos ouvintes da RDPi, é certo, mas também por muitos cidadãos, começando no cidadão comum preocupado com os seus compatriotas residentes fora do seu país natal, mas passando por radioamadores e Dxistas, a par de cidadãos do Brasil e de outros países lusófonos, sem descurar as declarações de um comandante  da Marinha Mercante, que não ficam satisfeitos com a argumentação da RTP, expondo um conjunto de situações que podem dificultar ou até aniquilar a recepção da RDPi, mormente em movimento. Trabalhar numa embarcação ou num camião é uma prática que, por força das limitações técnicas inerentes à recepção em movimento, incluindo as restrições de espaço, priva os nossos compatriotas da audição da RDPi enquanto desempenham a sua actividade profissional. Imagine-se o que seria ter uma antena parabólica de 3 metros de diâmetro num camião a circular em plena estrada africana! Imagine-se como um comandante naval poderá sintonizar a RDPi numa embarcação onde não há antena parabólica ou esta tem características inadequadas à recepção da RDPi via satélite.  Imagine-se como pode um ouvinte continuar a acompanhar as novidades de Portugal numa qualquer região onde não tem acesso à Internet e não pode recorrer à antena parabólica!

Tal como seria de prever, num país que ao longo de séculos se destacou nas actividades marítimas, começando nos grandes navegadores e passando pelo comum dos pescadores, ainda existem muitos portugueses ligados à pesca nas costas do Canadá e na Terra Nova, por exemplo que se socorrem da RDP Internacional para se manterem a par da actualidade portuguesa. De igual modo, há muitos camionistas portugueses que viajam pela Europa ou pela África a ouvir a emissora internacional portuguesa. A partir da próxima quarta-feira, deixam de poder ouvir a RDPi na estrada e terão dificuldades acrescidas para ouvir no mar.


Mas afinal, não há ouvintes da RDPi em Onda Curta? Naturalmente que sim... os mesmos que não serão decerto acéfalos e já depreenderam as razões pelas quais a RTP está tão interessada em terminar com tecnologias analógicas obsoletas (ironia): tudo se resume ao politicamente correcto, numa óptica de contenção desenfreada de despesas, sem ganhar a coragem de admitir publicamente que tudo não passa de um plano para equilibrar contas sacrificando os ouvintes em detrimento de cortes em áreas sobejas onde os interesses instalados deviam dar lugar ao verdadeiro serviço público prestado aos ouvintes e telespectadores!

Já agora, senhores administradores da RTP, tenho algumas propostas melhores para cortar na despesa: fechem ou privatizem a RTP N. Aproveitem para fundir a RTP África com a RTPi e a RDP África com a RDPi. Por último, acabem de vez com todos os utensílios de cozinha (leia-se tachos) supérfluos no serviço público de rádio e televisão. Os ouvintes e telespectadores, que querem um serviço público eficiente e de qualidade, agradecem! Mas ao menos tenham mais deferência por quem escuta a rádio internacional portuguesa, que desde o seu início (em 1936) sempre enobreceu a Língua e a cultura portuguesas, glorificando um dos mais excelsos símbolos da História de Portugal no mundo, que o nobre povo lusitano divulgou por África, pelo Brasil, por Timor-Leste e um pouco por todo o mundo, que não é senão a própria Língua de Camões!


**Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ANACOM autoriza "suspensão temporária" da Onda curta da RDPi:



Numa decisão perfeitamente aceitada e compreendida pelos ouvintes, a RTP, com o aval da ANACOM, acha por bem terminar com as emissões da RDPi na ruidosa, monofónica e distorcida tecnologia analógica de transmissão em Onda Curta. Afinal, com tecnologias digitais tão modernas e eficientes como as transmissões via satélite e a Internet, quem é que precisa da velha Onda Curta?


De facto, quem é que não poderá instalar uma antena parabólica de 3,5 ou 4 metros para ouvir a RDPi no coração de África ou da Ásia? Até mesmo numa simples varanda é rápido e fácil montar uma antena com 4 metros de diâmetro, que cabe perfeitamente num cantinho, sem causar grandes constrangimentos técnicos ou estéticos. Mesmo na Europa e América, até uma antena com um metro de diâmetro se instala tão facilmente em qualquer prédio do centro de Berlim ou num arranha-céus de Nova Iorque. Que justificação arranjará, então, o ouvinte para não ouvir a RDP Internacional? E, se por mero acaso, o ouvinte não puder instalar uma parabólica, sempre pode recorrer a outros meios para ouvir a RDP Internacional. Afinal,quem será o lusófono radicado em qualquer parte do Mundo que não consegue aceder à Internet? Até no mais remoto cantinho do solo africano é tão fácil ter um computador e uma ligação à Internet em banda larga que permita acompanhar a realidade portuguesa.

Num mundo global, estar em Londres, Nova Iorque, Tóquio, Maputo, Daca ou no Sri Lanka, é basicamente a mesma coisa. Internet rápida e barata está disponível em qualquer cidade ou aldeia de qualquer país do mundo, logo a RDPi pode ser escutada em qualquer recanto do globo terrestre.

E nas principais cidades europeias e americanas? Com o desenvolvimento de redes de cabo que, além dos serviços de TV e Internet costumam ter serviço de rádio, quem é que, servido por tal meio tecnológico em pleno centro de Basileia, Paris ou Toronto não tem acesso à RDPi?

E os camionistas portugueses ouvintes da RDPi que por força da profissão, têm de ouvir a RDPi nos seus camiões? Sempre podem viajar Europa fora com uma antena parabólica montada no veículo. Ou então sempre podem recorrer à Internet móvel, disponível em todas as estradas do continente europeu a preços irrisórios, mormente se recorrerem ao "roaming".  O estimado ouvinte da RDPi não precisa da Onda Curta, quando há tecnologias que substituem completamente este modo de transmissão. Estarei certo?

Ah, caro ouvinte da RDPi: quase que me esquecia de referir que,  no caso excepcional de não poder ouvir a RDPi via satélite, cabo ou Internet, a RTP dá-lhe uma quarta sugestão: emigre para Timor-Leste, que em Díli poderá ouvir confortavelmente a RDPi em FM nos 105,3 MHz!


Para os estimados leitores deste artigo que não detectaram qualquer ponta de ironia neste meu escrito, este texto reflecte a realidade da implantação das novas tecnologias de comunicação e informação no mundo, evidenciando a improficuidade das emissões em Onda Curta da RDPi face às novas tendências de comunicação desta aldeia global em que vivemos... Aos restantes, apelo que mostrem a vossa "gratidão" à RTP pelo "excelente" serviço público oferecido com a supressão, perdão, suspensão das transmissões em OC...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Carta aberta dirigida à Administração da RTP e direcção da RDPi, defendendo a manutenção das transmissões em Onda Curta da RDP Internacional

Ex.mo Senhor Presidente do Conselho de Administração da Rádio e Televisão de Portugal, S.A.
Ex.mo Senhor Director da RDP Internacional
Com conhecimento do Ex.mo Senhor Provedor do Ouvinte


Eu, Luís Carvalho, cidadão português, venho por este meio apresentar o meu veemente protesto conta a decisão da Rádio e Televisão de Portugal que visa a "suspensão temporária" das emissões em Onda Curta da RDP Internacional, por considerar que o serviço público de radiodifusão internacional prestado pela RDPi poderá estar em causa para alguns ouvintes em várias partes do Mundo.

Não obstante a existência da RDP África, estação que não deixa de prestar um bom serviço público aos lusófonos residentes em África, esta estação apenas pode ser escutada por via hertziana (frequência modulada - FM) em algumas regiões de Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, não servindo de alternativa ao serviço de Onda Curta em países como Angola e África do Sul, onde existe uma comunidade significativa de lusófonos, em particular, de cidadãos portugueses.


Por outro lado, a recepção da RDPi via satélite poderá não ser viável para todos os ouvintes. Um caso paradigmático será o do continente africano, onde a transmissão da RDPi via satélite é assegurada pelo satélite INTELSAT 907 (27,5º Oeste), em banda C. Como se sabe, (aliás a própria RTP o admite), as características de emissão, nomeadamente a faixa de frequências empregue, exigem a instalação de uma antena parabólica na ordem dos 3/ 3,5 metros de diâmetro em solo africano, solução tecnológica que poderá não ser acessível a todos os ouvintes, por razões de espaço físico ou de outros constrangimentos técnicos ou legais. Esta situação aplicar-se-á também na Ásia e Oceânia, já que a transmissão via satélite ASIASAT 5 (100,5º Este) é feita também em banda C, podendo não ser acessível a todos os ouvintes que desejam acompanhar as emissões da RDP Internacional.

Se a recepção satélite não está assegurada a todos os ouvintes da RDPi, o recurso à Internet também não está isento de problemas e limitações em várias regiões do mundo: embora os serviços de acesso à Internet oferecidos na generalidade dos países europeus, na América do Norte e noutros países desenvolvidos apresentam uma boa qualidade e velocidade de acesso a preços acessíveis para a maioria da população, sendo possível aceder à rede mundial de computadores em praticamente qualquer local, o mesmo não sucede em muitos países da África, Ásia e até de outras regiões do mundo.

De facto, em muitos países em vias de desenvolvimento, os meios tecnológicos que asseguram o acesso à Internet são caros e apresentam uma qualidade muito inferior aos serviços oferecidos em outras regiões do Mundo, desincentivando o recurso à rede mundial de computadores para ouvir a RDPi.

Por outras palavras, se para um ouvinte residente em Paris, Nova Iorque ou Tóquio, por exemplo, bastará ter um computador portátil para ouvir a RDPi em qualquer lugar, o mesmo certamente não acontece noutros países onde as infra-estruturas de telecomunicações não se encontram tão desenvolvidas, colocando dificuldades a quem necessita de aceder às novas tecnologias da informação e comunicação.

Por outro lado, o acesso ao sítio da RTP pode ser barrado em vários países do mundo que exercem uma censura activa na Internet, como a China, o Irão, Cuba, entre outros, impedindo a audição da RDPi.

Voltando à Europa e América, é certo que alguns serviços de televisão por cabo existentes em vários países oferecem a RDPi. Todavia, além de nem sempre estarem disponíveis para toda a população, implicam a adesão a serviços que eventualmente poderão não interessar aos lusófonos residentes, obrigando-os a pagar por pacotes que incluem canais de televisão e rádio que não lhes interessam só para poderem ver a RTPi e ouvir a RDPi. Ou seja, se o ouvinte não puder recorrer ao satélite e não quiser recorrer à Internet para ouvir a RDPi, resta-lhe pagar o serviço de televisão por cabo para continuar a ouvir a emissora internacional portuguesa. Acresce o facto de muitos dos operadores de cabo em causa não estarem obrigados contratualmente a retransmitir a RDPi,pelo que em qualquer momento podem retirar a rádio portuguesa da sua oferta.

De salientar que, excluindo a recepção da RDPi /RDP África via satélite em sinal aberto, a audição da RDP África em FM, ou a sintonia da RDPi através da frequência FM de Díli (Timor-Leste), as soluções alternativas (à Onda Curta) de escuta da RDPi obrigam os ouvintes a contratarem serviços (Internet, tv por cabo, etc.) com custos mensais, transferindo os custos de emissão para esses mesmos ouvintes,ao invés da RTP acatar todas as despesas relacionadas com a transmissão da RDPi.

Estas limitações técnicas e financeiras implicam que quem não tenha recepção da RDPi e/ou da RDP África via satélite ou FM, e que não tenha acesso (ou tenha acesso em condições técnicas precárias) à Internet, e que não possa aderir a um serviço de cabo que ofereça a RDPi, fique na contingência de ficar privado de acompanhar a realidade portuguesa através da RDP Internacional!

Um caso paradigmático de ouvintes que, por inerência da sua actividade profissional, têm constrangimentos técnicos no acesso à RDPi via satélite e Internet são os nossos compatriotas camionistas que viajam pela Europa, em veículos onde não há antenas parabólicas e onde, para terem acesso à Internet, ou aderem a serviços no país por onde circulam, ou são obrigados a recorrer à banda larga móvel em "roaming", opção que ficará extraordinariamente cara para estes profissionais do volante. Com as transmissões em Onda Curta, o ouvinte precisa apenas de um receptor de rádio e, eventualmente, uma antena exterior para melhorar a recepção!


Compreendendo que a situação financeira da empresa "Rádio e Televisão de Portugal, S.A." obriga a uma redução da despesa, apelo a que a mesma se faça sem comprometer a própria essência do serviço público, evitando afectar o direito de acesso aos vários canais do grupo por parte de ouvintes e telespectadores, em particular os que vivem fora de Portugal. Reconhecendo a RDPi como um elo de ligação entre Portugal e os portugueses e lusófonos de outros países espalhados pelo mundo, rogo a V.as Ex.as que se dignem proceder a uma ponderação muito cuidada antes de avançar com qualquer decisão final, sob pena de colocarem em causa o próprio acesso ao serviço público de rádio internacional que, há longas décadas, traz informação, desporto, música, cultura, entretenimento, cerimónias religiosas, a par do ensino da própria Língua Portuguesa, entre outros conteúdos que são dirigidos aos portugueses residentes fora da sua Pátria natal, bem como aos milhões de lusófonos dispersos por todos os continentes.


Sem mais de momento, subscrevo-me:

Com os melhores cumprimentos,
Luís Carvalho

sábado, 16 de abril de 2011

"Suspender temporariamente" a RDPi em Onda Curta?!

Não será apenas uma notícia triste para os entusiastas da rádio e DXistas, mas, sobretudo, também para a comunidade lusófona espalhada pelo Mundo e que pode colocar em causa o direito ao acesso à emissora internacional de referência na Língua Portuguesa:

Numa atitude no mínimo lamentável, a RTP entendeu requerer ao Governo a "suspensão temporária" das emissões em Onda Curta da RDPi. A rádio pública justifica esta deplorável decisão com os custos da manutenção do serviço em Onda Curta e as baixas audiências neste modo de transmissão. A RTP alega, entre outros argumentos, que «as estações de Onda Curta estão velhas e a precisar de substituição». Equipamentos velhos... com apenas 5 anos de utilização?! Com emissores Thales de 300 kW e antenas de cortina adquiridas em 2005? Resta saber se o conceito de "suspensão temporária" não passa a significar"suspensão definitiva", pesando os custos do serviço.

Apesar da RDPi não ser a única estação pública portuguesa acessível  por via hertziana em África, já que a RDP África é servida em frequência modulada (FM) em Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, a cobertura destes países africanos não é universal, centrando-se nos principais centros populacionais. Além disso, o serviço público prestado pela RDP África concentra-se numa perspectiva maioritariamente regional (africana), não havendo grande divulgação da cultura portuguesa em antena. Exceptua-se a retransmissão da Antena 1 no período nocturno. Com todo o respeito pelas populações dos PALOP, seria interessante que a RDP África integrasse na sua programação mais conteúdos de divulgação da cultura e língua portuguesas, que transcendessem o âmbito africano, abrangendo não só Portugal, como o Brasil, Macau, Timor-Leste e todos os recantos do mundo onde se fala português.

Aliás, (com todo o respeito pela cultura africana), defendo que seria uma boa ideia a RTP fundir a RDP África com a RDPi, mantendo programação regional nas emissões para África, mas transmitindo os restantes programas em simultâneo com a RDPi. Com uma empresa pública de rádio e televisão endividada e em falência técnica, esta opção, a par da fusão da RTPi com a RTP África contribuiriam para a redução das despesa da rádio e televisão públicas, sem prejuízo significativo da prestação do serviço público.


Mesmo considerando o serviço público prestado pela RDP África, um dos casos mais flagrantes de dificuldades acrescidas no acesso à rádio internacional portuguesa será o de países como Angola e África do Sul, onde existe uma considerável comunidade lusófona (e, em particular, portuguesa) mas onde não haverá alternativas à Onda Curta a não ser o recurso ao satélite e Internet, o que pode implicar dificuldades técnicas a muitos ouvintes: a acreditar numa resposta a uma questão colocada no sítio da revista "TeleSatélite", a RTPi, bem como a RDPi poderão ser acedidas em Angola recorrendo a uma antena parabólica de, pelo menos, 3,5 metros de diâmetro(!).

Aliás, a própria RTP admite que essa situação ao colocar  na página Internet da RDPi que «(...) Se está na Europa ou na América do Norte, Hawai ou América do Sul poderá captar a RDPi com uma antena parabólica de pequenas dimensões, um receptor digital e um televisor. Se, pelo contrário, se encontra em África, ou na Ásia e Oceânia terá que recorrer a uma antena parabólica de grandes dimensões (cerca de 3 metros) dado que estas transmissões são especialmente destinadas a retransmissões profissionais. (...)». Ora, não obstante existirem situações em que tal poderá não ser entrave ao acesso aos meios de comunicação internacionais da RTP, existem invariavelmente casos em que a instalação de uma antena parabólica com mais de 3 metros se torna impraticável, mormente por razões legais ou de espaço físico (ex: prédios). Tal situação pode comprometer a audição da RDPi por parte de alguns ouvintes. Não havendo RDP África em FM, muito menos RDPi por via hertziana convencional, os ouvintes ficam sem alternativas ao satélite.

Por outro lado, o acesso à Internet também não será fácil para alguns ouvintes radicados em várias regiões do Mundo, mormente em África: se na generalidade da Europa e América do Norte o acesso à rede mundial está praticamente assegurado em qualquer sítio, com velocidades de acesso confortáveis e uma qualidade de serviço boa,  o mesmo certamente não ocorrerá em pleno coração de África, onde o acesso é caro e lento, havendo zonas onde a melhor hipótese será recorrer á Internet via satélite, já que não existem ligações telefónicas em banda larga que assegurem um serviço Internet com boas condições técnicas e a preços mais acessíveis.

Ouvir RDPi no centro de Paris, Nova Iorque ou Tóquio através de um computador portátil com uma ligação à Internet não é mesma coisa que ouvir a emissora internacional portuguesa numa cidade africana  onde não existem ainda condições tecnológicas que assegurem o acesso generalizado à rede mundial de computadores, comprometendo a ligação dos portugueses e lusófonos em geral à informação, à cultura, ao entretenimento, ao desporto e à defesa das tradições portuguesas que são difundidas para todo o mundo através da RDP Internacional. O mesmo certamente se aplica noutros continentes, em países onde o acesso às novas tecnologias é escasso e caro. Em certos casos, aliás, tal acesso chega a ser praticamente impossível devido a questões legais. Exemplos flagrantes: Cuba, Irão, China, entre outros países que podem restringir o acesso à RDPi por razões políticas, tal como fazem com outros sítios Internet e meios de comunicação internacionais.


Com limitações técnicas inerentes à recepção satélite e com dificuldades no acesso à Internet, existem certamente ouvintes que ficarão privados da audição da RDPi, já que apenas podem recorrer à Onda Curta. Uma situação particular e bem conhecida na Europa será a dos camionistas portugueses que viajam pela Europa em camiões onde não há antena parabólica... e onde poderão não ter acesso à Internet em todos os países e regiões por onde desempenham a sua profissão. Consequentemente, poderão não conseguir acompanhar a actualidade portuguesa enquanto viajam pelas estradas. Aliás, a própria RDPi tem programação vocacionada para este segmento de ouvintes que deixará de fazer sentido a partir do momento em que deixam de poder ouvir a RDPi nos seus camiões, recorrendo a receptores de Onda Curta.

Contrariamente à Internet e à recepção via satélite, para se ouvir emissões em Onda Curta basta ter um pequeno receptor ligado a uma antena, que até poderá ser um simples fio eléctrico: as características de emissão em HF permitem a recepção de sinais mesmo em locais onde a recepção satélite, por força de constrangimentos legais e/ou técnicos não é opção e onde os ouvintes não têm Internet. Volto a insistir: a inexistência de alternativas por via hertziana que assegurem a recepção da RDPi vai privar alguns ouvintes de acompanharem a emissora internacional que divulga a  Língua de Camões pelos quatro cantos do Mundo!

Que terá a RDP a dizer a esses ouvintes?!

Redução de custos? Sim, com ou sem FMI. Supressão de gastos supérfluos? Sim! Mas que não comprometa o acesso ao serviço internacional de rádio disponibilizado à vasta comunidade de emigrantes portugueses e lusófonos em geral espalhados pelo Mundo! Com a 6.ª/7ª  língua com mais falantes nativos do mundo, Portugal pode e deve marcar a sua posição na radiodifusão internacional, promovendo e defendendo a língua honrada por nomes como Luís de Camões e Fernando Pessoa!


 **Este texto não foi escrito ao abrigo do "Acordo" Ortográfico**

sábado, 26 de março de 2011

RDPi - Rádio Portugal - Emissões em Onda Curta/ HF - período A11 (a partir do dia 27 de Março) :


UTC - QRG (kHz) - banda (m) - kW - Azimute (º)


Segunda a sexta-feira:



EUROPA

05.00 – 08.00 - 7 240 kHz - 41m - 300 kW - 45º
06.45 – 08.00 - 11 850 kHz - 25m - 250 kW - 55º - via Sines
08.00 – 12.00 - 12 020 kHz- 25m - 300 kW- 45º
16.00 – 18.54 - 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 23.00* - 9 820 kHz - 31m - 300 kW – 45º


ÁFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)

05.00 – 07.00 - 12 060 kHz - 25m - 300 kW - 144º
07.00 – 10.00 - 15 160 kHz - 19m - 300 kW - 144º
10.00 – 12.00 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º

AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)

19.00 – 20.00* - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
20.00 – 23.00* - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º
23.00 – 02.00 - 9 715 kHz - 31m - 300 kW - 300º

VENEZUELA

13.00 – 15.54 - 17 575 kHz - 16m - 100 kW - 261,5º

BRASIL / CABO VERDE / GUINÉ BISSAU

13.00 – 19.00 - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º


BRASIL

23.00 – 02.00 - 11 940 kHz - 25m - 300 kW - 226º



Sábados e domingos:

EUROPA

07.00 – 14.00 - 12 020 kHz - 25m - 300 kW - 45º
08.30 – 10.00 - 11 995 kHz(DRM) - 25m - 90 kW - 45º - via Sines
14.00 – 19.00 - 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 20.00 - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º

20.00 – 23.00* - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º


AFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)

07.00 – 10.00 - 15 160 kHz - 19m - 300 kW - 144º
10.00 – 13.54 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º


AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)

14.00 – 20.00 - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º


20.00 – 23.00* - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º


(*)- emissões extraordinárias

(DRM)- transmissão em modo digital DRM,  via Pro-Funk GmbH /DW (Sines, Portugal)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Suíça: RSR Option Musique - 765 kHz Sottens: o final



Eis os últimos segundos da emissão em Onda Média da rádio pública suíça. O emissor de Sottens foi desligado de vez às 2300 UTC do dia 5 de Dezembro de 2010. A partir de agora, a estação musical está disponível em toda a região francesa do país helvético através do FM (em Geneve e Valais), em DAB+, cabo e Internet. Após 80 anos de operação regular, o emissor suíço não resistiu aos reajustes financeiros da RSR. O outro emissor de Onda Média activo na Suíça, Beromünster, que emitia a Musigwälle nos 531 kHz, foi desligado no final de 2008.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

RDPi - Rádio Portugal - Emissões em Onda Curta/ HF - período B10 (a partir do dia 31 de Outubro) :

UTC - QRG (kHz) - banda (m) - kW - Azimute (º)


segunda a sexta-feira / Monday to Fryday:



Europa

06.00 – 07.00 - 7 345 kHz - 41m - 300 kW - 45º
07.00 – 13.00 - 9 815 kHz - 31m - 300 kW - 45º
07.45 – 09.00 - 7 360 kHz- 41 m - 250 kW- 52º - via Sines
17.00 – 18.00 - 9 860 kHz - 31m - 300 kW - 45º
18.00 – 20.00 - 9 795 kHz - 31m - 300 kW - 45º
20.00 – 23.00* - 9 795 kHz - 31m - 300 kW – 45º
23.00 – 24.00* - 7 285 kHz - 41m - 300 kW – 45º

Médio Oriente + Índia:

14.00 – 16.00 - 15 690 kHz - 19m - 100 kW - 81,5º

ÁFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)

11.00 – 13.00 - 17 745 kHz - 16m - 300 kW - 144º
17.00 – 20.00 - 13 720 kHz - 22m - 300 kW - 144º
20.00 – 24.00* - 11 665 kHz - 25m - 300 kW - 144º

AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)

13.00 – 17.00* - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
17.00 – 19.00* - 17 820 kHz - 16m - 300 kW - 300º
19.00 – 24.00* - 12 040 kHz - 25m - 300 kW - 300º

BRASIL / CABO VERDE / GUINÉ BISSAU

11.00 – 13.00 - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º
17.00 – 20.00 - 15 465 kHz - 19m - 300 kW - 226º
20.00 – 24.00 (*) - 11 960 kHz - 25m - 300 kW - 226º



3.ª feira a sábado / Tuesday to Saturday:


VENEZUELA

00.00 – 03.00 - 9 855 kHz - 31m - 100 kW - 261,5º

AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)

00.00 – 03.00 - 9 455 kHz - 31m - 300 kW - 300º

BRASIL

00.00 – 03.00  - 11 655 kHz - 25m - 300 kW - 226º



Sábados e domingos / Saturday & Sunday:

EUROPA

08.00 – 12.00 - 12 020 kHz - 25m - 300 kW - 45º
12.00 – 15.00 - 11 885 kHz  - 25m - 300 kW - 45º
09.30 – 11.00 - 9 815 kHz(DRM) - 31m - 80 kW - 45º - via Sines
15.00 – 17.00 - 11 635 kHz - 25m - 300 kW - 45º
17.00 – 18.00 - 9 860 kHz - 31m - 300 kW - 45º
18.00 – 21.00 - 9 795 kHz - 31m - 300 kW - 45º
20.00 – 23.00* - 9 795 kHz - 31m - 300 kW - 45º
23.00 – 24.00 - 7 285 kHz - 41m - 300 kW - 45º

AFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)

08.00 – 11.00 - 15 520 kHz - 19m - 300 kW - 144º
11.00 – 13.00 - 17 745 kHz - 16m - 300 kW - 144º
13.00 – 15.00 - 17 840 kHz - 16m - 300 kW - 144º
15.00 – 17.00 - 15 520 kHz - 19m - 300 kW - 144º
17.00 – 21.00 - 13 720 kHz - 22m - 300 kW - 144º
20.00 – 24.00* - 11 665 kHz - 25m - 300 kW - 144º


AMÉRICA DO NORTE (EUA E CANADÁ)

13.00 – 17.00 - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
17.00 – 19.00 - 17 820 kHz - 16m - 300 kW - 300º
19.00 – 21.00 - 12 040 kHz - 25m - 300 kW - 300º
21.00 – 24.00* - 12 040 kHz - 25m - 300 kW - 300º

BRASIL / CABO VERDE / GUINÉ BISSAU

08.00 – 10.55 - 15 555 kHz - 19m - 300 kW - 226º
11.00 – 17.00 - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º
17.00 – 21.00 - 15 465 kHz - 19m - 300 kW - 226º
20.00 – 24.00* - 11 960 kHz - 25m - 300 kW - 226º


(*)- emissões extraordinárias

(DRM)- transmissão em modo digital DRM,  via Pro-Funk GmbH /DW (Sines, Portugal)

segunda-feira, 22 de março de 2010

RDPi - Rádio Portugal - Emissões em Onda Curta/ HF - período A10:

(A partir de 28 de Março de 2010)


Hora (UTC) - QRG (kHz) - faixa (m) - kW - Azimute (º)


Segunda a sexta-feira:


EUROPA

05.00 – 08.00 - 7 240 kHz - 41m - 300 kW - 45º
06.45 – 08.00 - 11 850 kHz - 25m - 250 kW - 55º - via Sines
08.00 – 12.00 - 12 020 kHz- 25 m - 300 kW- 45º
16.00 – 19.00 – 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 23.00(*) - 9 820 kHz - 31m - 300 kW – 45º


MÉDIO ORIENTE / ÍNDIA

13.00 – 15.00 - 21 810 kHz - 13m - 100 kW - 81,5º


ÁFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)

10.00 – 12.00 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º
16.00 – 19.00 - 15 170 kHz - 19m - 300 kW - 144º
19.00 – 23.00(*) - 11 945 kHz - 25m - 300 kW - 144º


AMÉRICA DO NORTE - EUA E CANADÁ

12.00 – 20.00 (*) - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
20.00 – 23.00 (*) - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º
23.00 – 02.00 - 9 715 kHz - 31m - 300 kW - 300º

VENEZUELA

23.00 – 02.00 - 11 630 kHz - 25m - 100 kW - 261,5º


BRASIL / CABO VERDE / GUINÉ-BISSAU

10.00 – 12.00 - 15 575 kHz - 19m - 300 kW - 226º
16.00 – 19.00 - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º
19.00 – 20.00 (*) - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º
20.00 – 23.00 (*) - 15 295 kHz - 19m - 300 kW - 226º


BRASIL

23.00 – 02.00 - 12 020 kHz - 25m - 300 kW - 226º



Sábado e domingo:


EUROPA

07.00 – 13.55 - 12 020 kHz - 25m - 300 kW - 45º
08.30 – 10.00 - 11 995 kHz (DRM) - 25m - 90 kW - 45º - via Sines
14.00 – 19.00 - 11 905 kHz - 25m - 300 kW - 45º
19.00 – 20.00 - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º
20.00 – 23.00 (*) - 9 820 kHz - 31m - 300 kW - 45º


ÁFRICA (S. Tomé e Príncipe/ Angola / Moçambique)

07.00 – 10.00 - 15 160 kHz - 19m - 300 kW - 144º
10.00 – 14.00 - 15 180 kHz - 19m - 300 kW - 144º
14.00 – 16.00 - 15 470 kHz - 19m - 300 kW - 144º
16.00 – 20.00 - 15 170 kHz - 19m - 300 kW - 144º
19.00 – 23.00 (*) - 11 945 kHz - 25m - 300 kW - 144º


AMÉRICA DO NORTE - EUA E CANADÁ

12.00 – 20.00 - 15 560 kHz - 19m - 300 kW - 300º
20.00 – 23.00 (*) - 13 755 kHz - 22m - 300 kW - 300º


BRASIL / CABO VERDE / GUINÉ-BISSAU

07.00 – 10.00 - 12 000 kHz - 25m - 300 kW - 226º
10.00 – 20.00 - 21 655 kHz - 13m - 300 kW - 226º
20.00 – 23.00 (*) - 15 295 kHz - 19m - 300 kW - 226º


(*)- emissões extraordinárias

(DRM)- transmissão em modo digital DRM, via Pro-Funk GmbH /DW, Sines, Portugal

Rádio Suécia termina emissões em Onda Curta e Onda Média, passando a emitir exclusivamente na Internet:

Mais uma triste notícia para os entusiastas da Onda Curta: a Rádio Suécia vai terminar os seus programas em MF/Onda Média e HF/ Onda Curta no dia 31 de Outubro de 2010, passando a transmitir apenas pela Internet. O serviço em inglês continuará a ser disponibilizado online, assim como os programas na língua alemã. Os programas em russo também passarão a estar disponíveis na Internet.

Uma situação verdadeiramente triste para a comunidade de ouvintes em Onda Curta (e Onda Média), que ao longo de muitos anos acompanham a emissão da emissora internacional sueca. Infelizmente, as emissoras internacionais tem desistido da Onda Curta, em detrimento de novas tecnologias de transmissão, quando se sabe que as emissões via satélite não estão disponíveis em todo o lado, por razões logísticas e nem todos os ouvintes terão acesso à Internet. Só as tradicionais ondas de rádio são um meio fiável e eficaz de chegar aos ouvintes, quando estes não conseguem ou não podem recorrer a outros meios para ouvir as emissões.

Até Outubro, a Rádio Suécia pode ser ouvida na Onda Curta  e através da frequência 1179 kHz (Sölvesborg 600 kW).

domingo, 17 de janeiro de 2010

Voz da América alarga serviços em crioulo do Haiti:

Depois da tragédia no Haiti, as emissoras de radiodifusão  internacionais tentam ajudar as populações haitianas, transmitindo informações úteis nas suas emissões, mas também alargando os horários, de modo a servir melhor este pobre país das Caraíbas.

A Voz da América (VoA - Voice of America) alargou os horários de transmissão em crioulo haitiano, passando a emitir 5 horas diárias para a população do Haiti. Estas transmissões poderão ser ouvidas na Onda Curta, via satélite, mas também em Onda Média, através da frequência 1180 kHz (emissor de Marathon, Florida).

Assim, o serviço para o Haiti emite nas seguintes frequências e horários:

0100-0200 UTC - 1180 kHz / 5960 kHz /7465 kHz
1230-1330 UTC - 1180 kHz /6135 kHz /9660 kHz
1730-1930 UTC - 1180 kHz/ 15390 kHz /17565 kHz
2200-2300 UTC 1180kHz / 11905 kHz/ 13725 kHz

As notícias e informações em crioulo haitiano podem ser consultadas no endereço http://www.voanews.com/creole/index.cfm .

sábado, 16 de janeiro de 2010

BBS WS com emissões especiais em Onda Curta para o Haiti:

BBS WS com emissões especiais em Onda Curta para o Haiti:

Depois do trágico sismo que atingiu o Haiti, a BBC WS terá emissões extraordinárias em Onda Curta, destinadas a servir o Haiti. Assim, o serviço mundial (World Service) da BBC em inglês emite das 1200-1300 UTC, nos 11860 kHz (25m) e 9410 kHz (31m), nos seguintes dias:


Sábado e domingo, dias 16 e 17 de Janeiro  - 1200-1300 UTC
segunda a sexta (próxima semana - 18 a 22/01) - 1215-1300 UTC


Recorde-se que a emissora pública britânica abandonou as emissões HF/OCurta para as Caraíbas, mas agora reactiva o serviço temporariamente, na sequência da situação catastrófica do Haiti. Mais informações podem ser consultadas (em inglês) no site da BBC World Service.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Observações - 21 Dez '09

MF/Onda Média/MW:


kHz - UTC - ITU - ID - tx  - SINPO - infos.

630 kHz -  2244 - TUN - RTT - Tunis-Djedeida (600 kW) - 45434- mx árabe - cilindrando por completo a Antena 1 !
1233 kHz - 0047 - G - Absolute Radio (vários txs) - mx; //1215+1197 kHz
1323 kHz - 0051 - G - Gold - Southwick (Brighton) (0,5 kW) - 25432
1395 kHz - 0053 - HOL - Big L/ KBC Radio -Trintelhaven (20 kW) - 45454 - mx
1512 kHz - 0057 - GRC - NET (1st px)/ERA 2/ERA SPORT + ERA Chania- Chania (50 kW) - 25432 - mx + tks


HF/Onda Curta/SW:

kHz - UTC - ITU - ID - SINPO - infos.

3985 kHz - 2235 - HRV-  Voice of Croatia - 35433 - tks + mx; emissão em húngaro
4845 kHz -  2237 - MTN-  Radio Mauretanie - 15422 - tks
5990 kHz - 2239 - UNID(?) - 25432 - nx(?)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Observações - 18 Dez '09

HF/Onda Curta/SW:

kHz - UTC - ITU - ID - SINPO - infos.

3975 kHz - HNG- Radio Budapest - 25332- húngaro
3985 kHz -UNID(?) - 54444 - mx
4885 kHz - 2253 - B -  Rádio Maria - 15431 - prog. religioso, ref.ªs  "Rádio Maria"/"(...)nascimento de Jesus(...)"
6220 kHz - 2238 - I (pirata) - Mistery Radio - 25342 - mx italiana
6270 kHz - 2235 - EGY - Radio Cairo - 35433 - sço. em inglês; mx árabe, intercalada com a tradução em inglês da letra
6290 kHz - 2236 - EGY-  ERTU General Program - 45434 -  prog. em árabe

domingo, 6 de dezembro de 2009

Observações - 05 Dez '09

  kHz - UTC - ITU - ID - SINPO - infos.

MF/Onda Média/MW:

783 kHz - 2318 - MTN - R. Mauretanie - 22432 - mx - QRM de E
1170 kHz - 2236 - G -Gold -  33443  - pop mx
1170 kHz - 2239 - SVN - R. Capodistria - 22432 - Italian px + mx
1323 kHz - 2308 - G -  Gold - 35443 - mx
1395 kHz - 2304 - HOL - Big L / KBC -  Rock mx
1593 kHz - 2315 - IRN - KWT - VOA/Radio Free Iraq (?) - Arabic tks.
1629 kHz - 2243 - Pir - GRC - 25432 - Greek mx
1660 kHz - 2246 - UNID(?) - 11531 - English px; maybe USA(?)

Observações - 04 Dez '09

 kHz - UTC - ITU - ID - SINPO - infos.

MF/Onda Média/MW:

963 kHz - 2236 - TUN - Radio Tunisia Cultural channel - 22442 - Arabic mx + talks; QRM de POR + E
1161 kHz - 2228 - UNID (?)  - G - English talks
1350 kHz - 2231 - F - Radio Orient -Arabic mx
1395 kHz - 2226 - HOL - Big L/ KBC Radio - 45544 - adv. + ID "KBC"
1449 kHz - 2315 - IRN - IRIB 1/VOIRI - 35543 - Arabic tks.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

KBC / Big L em testes nos 1395 kHz!

O emissor de Trintelhaven (Holanda) nos 1395 kHz regressou hoje ao éter, emitindo a Big L, estação britânica que desactivou o emissor de Onda Média em 2008 e que ganhou o patrocínio da KBC Radio.

Segundo vários relatos, o emissor holandês foi hoje reactivado para testes... aparentemente, ainda não está à potência optimizada, mas, por cá, em Portugal, já se ouve em condições razoáveis.

Aos interessados, sugiro que acompanhem esta frequência nos próximos tempos, que deverá em breve passar a emitir definitivamente a Big L / KBC Radio. Como em muitos outros emissores de OM, as duas rádios (em inglês) irão partilhar o emissor (emitindo cada uma em determinado horário)... também com uma terceira emissão, em holandês, da Transport Radio (0500-0600 UTC).

O emissor estará activo 21 horas por dia, entre as 2200-1900 UTC, deixando o canal (1395 kHz) livre entre as 1900-2200, para a Trans World Radio (via Albânia).